ASA Paraíba participa de balanço sobre o primeiro ano da Secretaria de Estado da Agricultura Familiar e do Desenvolvimento do Semiárido

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Na última sexta-feira, 18 de dezembro, representantes da Articulação do Semiárido Paraibano (ASA Paraíba) participaram de uma reunião na sede da Secretaria de Estado da Agricultura Familiar e do Desenvolvimento do Semiárido, em Campina Grande para realizar um balanço do primeiro ano da secretaria.

Além da ASA Paraíba, participaram representantes do Núcleo de Extensão em Desenvolvimento Territorial – NEDET Seridó, da Organização Não Governamental Arribaçã de Remígio-PB, da Cooperativa da Agricultura Familiar (Coopaf) de São Sebastião de Lagoa de Roça, da Cooperativa Trabalho Múltiplo de Apoio às Organizações de Auto Promoção (Coonap) de Campina Grande, do Banco do Nordeste, da Central Única dos Trabalhadores da Paraíba (CUT-PB), do Orçamento Democrático do Governo do Estado e lideranças agricultoras.

O Secretário da Agricultura Familiar, Lenildo Morais, iniciou a reunião fazendo um balanço das ações e dos desafios do primeiro ano da sua pasta. Em sua fala, o gestor colocou a crise econômica como um dos grandes desafios para o andamento das ações, pois a secretaria teve que funcionar com suplementações orçamentárias. Lenildo enumerou algumas ações da secretaria a exemplo do Cadastro Ambiental Rural junto ao Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), a execução de duas mil barragens subterrâneas, o Garantia Safra no valor de mais de 9 milhões, o diálogo com o Instituto do Semiárido (INSA) para a construção de projetos de convivência com o Semiárido e com a Embrapa para experiência de captação de água, por fim o projeto de reordenamento da cultura do sisal no Curimataú dos estado.

O secretário finalizou a sua fala solicitando das entidades presentes que dessem sugestões de propostas para o Programa de Apoio à Infraestrutura nos Territórios Rurais (Proinf) do MDA. Após a fala do secretário foi aberta uma rodada de debate entre os presentes, todos eles saudaram a iniciativa dessa avaliação coletiva e elogiaram o diálogo que tem sido aberto com os movimentos sociais do campo, iniciativa fundamental para o fortalecimento das políticas públicas.

Glória Batista, coordenadora da ASA Paraíba saudou o diálogo e a boa relação da sociedade civil com a secretaria, mas cobrou uma afinação melhor entre o que está sendo desenvolvido pela secretaria nas regiões e a organização social pre-existente nos territórios citando como exemplo a construção de tantas barragens subterrâneas, se perguntando se seria a tecnologia adequada para realidades tão distintas.

A coordenadora colocou ainda a o tema da água e das sementes como prioritários: “O acesso à agua e as sementes é vital, hoje com as mudanças climáticas precisamos até redefinir o semiárido, pois temos regiões que antes a gente dizia Brejo, Agreste que hoje já não chove mais, então como olhamos para estas áreas e fazemos as políticas chegarem. Eu acho que aqui pelas nossas falas a água pode ser um tema que unifique a todos”, afirmou.

Edvan Farias, agricultor do município de São Domingos do Cariri lançou uma preocupação contra o uso irracional da água que o agronegócio vem fazendo por meio da ocupação de áreas nas margens dos rios, com uso de agrotóxicos e risco de contaminação das nascentes. Ele cobrou da secretaria de agricultura familiar um papel mais firma junto a outros órgãos do Governo do Estado no sentido de fazer um enfrentamento na defesa dos recursos naturais.

Antônio Carlos Pires de Melo, da Comissão Água da ASA Paraíba colocou a formação junto com o processo de implantação das infraestruturas, como primordial para a melhor utilização delas: “Sem a formação, sem compreender o papel e a importância daquela tecnologia dentro daquele agrossistema, não conseguiremos avançar. É preciso não só a formação de agricultores na construção das infraestruturas como a capacitação técnica das famílias para o uso e manejo dela. Precisamos estreitar o diálogo entre as experiências exitosas e a secretaria num ação comum, se não a gente corre o risco de desmoralizar aquela tecnologia”, disse.

Durante a reunião muitos participantes também citaram as obras da transposição do Rio São Francisco, para que se crie um espaço de discussão e ação em relação aos impactos negativos da obra sobre as comunidades atingidas e sobre uma auditoria para se chegar a um cronograma real do andamento da obra.

Outros assuntos debatidos foram o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) Sementes, além da cobrança por parte dos representantes dos territórios por demandas específicas. Ficou encaminhada a reativação do Fórum Estadual da Agricultura Familiar e da Reforma Agrária e a formação de um calendário de acompanhamento e de reuniões entre os movimentos e a secretaria.

 

Áurea Olímpia Figueiredo Rêgo

 

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